30 de maio de 2009

O BOM E VELHO CINEMA DE SACANAGEM parte 08

AOS EXTREMOS COM PASOLINI







Muita gente viu filme desse cara. Muita gente, hoje em dia, principalmente a mais jovem desconhece. Píer Paolo Pasolini, cineasta italiano, homossexual assumido, fora também poeta e escritor antes de começar a fazer seus filmes. Dirigiu filmes polêmicos, com forte cunho político e social. Dono de visões personalíssimas sobre a vida, dirigiu grandes obras como Decameron, 1001 noites, Mama Roma, Evangelho segundo São Matheus e talvez sua obra mais controversa, Saló. E é justamente desse filme que vamos falar daqui a pouco.
Pasolini foi brutalmente assassinado em 1975. Seu corpo foi encontrado numa praia deserta. Morto por um garoto de programa que supostamente pretendia rouba-lo. Este fato, porém há os que contradizem, afirmando na realidade haver uma intenção política atrás do crime.
Eu sou tremendamente admirador de sua obra, já vi diversos filmes seus, tenho alguns em minha coleção de filmes. Porém, Saló é perturbador. Fui assisti-lo recentemente naquela condição de que necessitava ver esse filme do cineasta que tanto aprecio, porém sua exibição é para poucos. Incomodei-me do início ao fim, falo isso sem moralismos ou qualquer outro tipo de opinião ditadora careta. Mas o saldo com Pasolini para um fã como eu, sempre é bom. Mesmo sendo levado a universo tortuoso como o de Saló.
Filmado em 1975, o filme é seu testamento, pois fora assassinado logo após terminá-lo. O roteiro é baseado em 120 dias de Sodoma do Marquês de Sade, nele, Pasolini conta a história de um grupo de fascistas durante a segunda guerra na pequena província de Saló que seqüestra vários jovens para depois submete-los aos mais grotescos exercícios de poder. Pasolini leva ao extremo (e não haveria outro jeito para esse grande cineasta) até que ponto doentio e perverso pode um homem na sua sede de satisfazer seu ego e seu poder.
Tudo é possível para esse grupo. Tudo é permitido. Tudo é poder. Incesto, cropofagia, estupro, morte... não há limites. Pasolini leva o espectador numa aterradora e lúdica viagem a um abismo negro e sem futuro, porém carregado de realidade.
Como disse, eu, ao assistir o filme, fui tomado pelo incômodo, pela náusea, pela perturbação. Mas não há outro caminho para esse mundo que Píer Paolo Pasolini nos leva e cabe a gente embarcar com ele ou não, não importa se odiando ou amando essa obra. O que está mostrado está mostrado.

28 de maio de 2009



"Às vezes prefiro ficar só..."

Tianinha

26 de maio de 2009




"Meus sonhos são quase sempre bons."

Tianinha


25 de maio de 2009

Ok, pessoal, começar a semana assim é pensar:"Vixi, o cara tá vendo demais TV e principalmente fofocas de celebridades!" (e olha que esse termo cheira BBB). Mas não posso deixar passar essa piadinha infame...

Ontem assistindo o Fantástico (por favor, me desculpem, às vezes acontece...) deparei com uma entrevista com o novo namorado da pop star Madonna, o modelo brasileiro Jesus...
Qual a piada?
Bom, sei lá, mas o fato de constatar nessa entrevista que o nome do cara é JESUS PINTO LUZ. Não preciso dizer muita coisa, né?! Principalmente em se tratando de uma "Madona".

Entenderam?

18 de maio de 2009

UM LIMITE PARA "TIANINHA ILIMITADA"


Já está nas boas bancas de jornais de todo o país a edição número 72 da revista “Premium” com a “Tianinha Ilimitada” a segunda série da nossa querida e “destemida” loirona mais safada do pedaço.

Nessa hq então, vamos ver que a Tianinha não é uma pessoa presa à regras e principalmente à tradições. Principalmente em se tratando de sexo.


Corram e confiram...

confiram porque infelizmente essa é o último número da revista “Premium” e consequentemente é a última hq dessa segunda série da Tianinha. A Editora Rickdan responsável pela publicação (assim como da revista “Total” que sai a outra série da Tianinha) cancelou o título. Crise, caros amigos, crise...


Foram ao todo dez hq’s dessa série “Tianinha Ilimitada”. A loira volta então a ter somente sua antiga série “Sacanagens da Tianinha” que nesse próximo mês de junho encerra o arco de histórias em que ela descobre o que realmente aconteceu com o falecido Olavo Pratos.

14 de maio de 2009

UMA OUTRA LOIRONA NO TRAÇO DO ALÊ, O CARA!


O Alê Santos, ou Alexandre Santos, é ilustrador, escultor, design, professor da Panamericana de Artes aqui em São Paulo e apreciador de belas formas femininas.
No ano passado, depois de muitos anos de amizade, o Alê proporcionou a arte da capa da terceira parte da mini-série “Depois da meia-noite”, hq policial que lancei juntamente com o Omar dentro do nosso selo independente Quadro Imaginário.

Essa gata que o Alê nos traz hoje (não é a Tianinha, viu?!) se chama Carol. Hmmmm... será que a modelo é real?!

Segredos que ele não nos revela. Nem precisa, já vale desfrutar esse seu belo trabalho.


Para verem mais trabalhos do Alexandre Santos:
http://www.espacoilustra.com/

11 de maio de 2009

OLHA QUE COISA MAIS LINDA, MAIS CHEIA DE GRAÇA...



Nos dias 24 e 25 de abril últimos, estive no Rio palestrando na filial carioca da Impacto Quadrinhos juntamente com os desenhista Will e Jozz, mais o roteirista Daniel Esteves. A palestra que aconteceu numa ensolarada tarde de sábado, foi bem descontraída com a presença de uma rapaziada muito interessada em saber a quantas anda a questão dos quadrinhos, das produções e nisso o coletivo 4ºMundo tem muito a dizer.

Presente na tarde, o desenhista Renato Rei. Tremendo talento e outro desenhista apreciador de criar belas formas femininas. Apesar do pouco tempo de conversa, atenção pra muita gente, então é assim, as poucas palavras trocadas foram compensadoras.

Renato que é velho conhecido do antigo fotolog da Tianinha lá no Terra, é responsável pela versões mais... mais... popozudas da loira. Ou como me referi lá no sábado: “O Renato é o cara responsável pela versão carioca da Tianinha!”. E seguindo esse dito, ele nos brinda com o carinho de sempre com mais uma versão da loira. Mais carioca impossível!!!!!!

Apreciem sem moderação, como digo!

O Renato lançou recentemente pela Editora Júpiter II sua primeira publicação em quadrinhos, trazendo uma aventura com sua personagem Rajada. Outra loira deliciosa. Coisa que Renato é tremendamente conhecedor. Só que ao contrário da nossa loira, Rajada é dura na queda e não dá mole pra carinha folgar com ela.

Esse primeiro trabalho do Renato já mostra sua tremenda competência e talento e vale conferir e se divertir.


Para conhecerem mais dos trabalhos de Renato “King”:
http://impactstorm.deviantart.com


Para adquirir a revista da Rajada escrevam:
smeditora@yahoo.com.br


Ok... aí alguém já se perguntou em que estado
Afinal de contas a loira nasceu?
Rio...
São Paulo...
Sul...


6 de maio de 2009

ALEX GENARO, CRIADOR DE FÊMEAS SELVAGENS!!

A revista independente “Tempestade cerebral” editada pelo Alex Mir, é uma publicação que aos poucos vem crescendo, evoluindo. Mostrando a paciência de aprendizado de seu editor. “Tempestade cerebral” traz quadrinhos de aventura, ficção, de heróis, com uma boa quantidade de colaboradores. Sem dúvida um dos autores de mais destaque na publicação é o desenhista Alex Genaro e não é por menos. Alex presenteia os leitores a cada edição, desde o número 1, aventuras com a deliciosa Valkiria, uma morenaça que luta contra tudo e todos num futuro pós-apocalíptico. Criação sua e do editor e roteirista Alex Mir, a personagem já ganhou tranquilamente seu lugar cativo na revista e nos corações dos fãs, mas também não é por menos. Valkiria preenche muitos requisitos, mas ela é brava também e muito.
O Alex conta um pouco de si: "Aos 14 anos recebi por meio de um concurso, uma bolsa para o curso da Sociedade Brasileira de Belas artes o qual permaneci por quatro anos aprendendo variadas técnicas do desenho clássico. Nas oficinas do oferecidas pelo Estúdio Icongrafx assimilei técnicas de diagramação e desenho de Histórias em Quadrinhos. Fui vencedor do concurso promovido pela "Cult Comics" ganhando um acompanhamento da "Art Comics", (Revista Wizard Brasil nº 07 - Fevereiro de 1997). Também participei como desenhista da revista "Escribas do Inferno" ,"Impacto" e "Tempestade Cerebral" ilustrou para o Rpg "Rebelião - Ascensão e Queda", "Maytréia" e seus suplementos "Brâmanes e Xatryias". Atualmente, desenho a HQ Valkíria uma co-criação sua e do roteirista Alex Mir, conclui o designer e ilustrações do suplemento do RPG "Maytreia" nas horas vagas sou desenhista da História em Quadrinhos "Os Combatentes" e do album "Celso Expulso - Vida de Matador" que se encontram online no site do Estúdio Universo Germinante. "
Bem, essa semana o Alex me presenteou e aos fãs da loirona com uma versão sua da Tianinha. Bom, a imagem ta aí para vocês constatarem que Alex além de desenhar pacas, gosta de fazer curvas sensuais, Vale ressaltar algo que comentei por e-mail com ele, um detalhe na personagem que muitos deixaram passar quando fizeram suas versões da personagem: o olhar, o sorriso safado que só a Tianinha tem. Afinal a loira é uma tremenda vagaba. Alex pegou no pulo!!!!!

A revista “Tempestade cerebral” nº acabou de sair do forno e lá entre outras hq’s você encontra também uma nova aventura da Valkiria no traço do grande Alex Genaro.

Para conhecerem mais sobre o cara:
http://fotolog.terra.com.br/oscombatentes
http://artedogenaro.blogspot.com
http://www.universogerminante.net



Para adquirir a revista Tempestade Cerebral
multipowers@ig.com.br

4 de maio de 2009

SACANAGENS DA TIANINHA: HQ DE MAIO TRAZ REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS!!!

No mês passado, a loira Tianinha resolveu tirar um tempinho de folga dentro de seu expediente de trabalho para matar a saudades de seu velho e muito querido amigo, “ficante”, amante, ou seja lá o que for, Max Morini. Por uma “coincidência”, o namorado da loira e patrão dela, o empresário Petrella, havia viajado a negócios. Como disse, uma boa coincidência.
Tudo iria passar muito bem, se o encontro da loira com Max na sala dela, não fosse fotografado pelo sócio do Petrella, o senhor Ratomir, que já vinha assediando a Tianinha e viu nesse flagra um perfeito motivo para que a loira cedesse às suas investidas.
E é desse ponto aonde se fecha a edição de abril que iniciamos a edição de maio
da revista “Total”, úmero 106, com a série “Sacanagens da Tianinha”.
Na história “Boca fechada não entra mosca”, Tianinha supostamente aceita as investidas de Ratomir a combina uma ida com ele a um motel. Porém, antes do encontro, e é aí que inicia a aventura da loira desse mês, a vemos ganhando uma misteriosa bebida, chamada “Dream baby, dream” de seu velho amigo Doutor Pires. Segundo Pires ao tomar a bebida, Ratomir terá um tipo de alucinação, jurando que realmente estará transando com sua desejada Tianinha. Como poderá se perceber, a loira é esperta e sempre sabe sair de seus enroscos.
No motel, tudo parece correr perfeitamente bem, claro que para nossa heroína. Ratomir que tomara o tal líquido misturado com uísque, realmente delira achando que está trepando com a loira, porém o que Tianinha não contava é que de repente Ratomir desata a falar e a revelar coisas que ela jamais imaginara, coisas ligadas ao saudoso Olavo Pratos que morrera há mais de um ano em um desastre aéreo.

Essa fatal descoberta, definitivamente mudará o rumo (de novo) da vida da Tianinha. Mas o que é, claro que não conto para vocês.


Corram às bancas e adquiram a edição 106 da “Total”. Baratinho, dois real!

1 de maio de 2009

O ENCONTRO
por Vagner Francisco


Megalópolis, sexta à noite. Carlos Alberto Macedo é um experiente técnico em informática. Não ganha muito bem, mas como é solteiro, consegue manter-se a si mesmo, a mãe, a casa e um carro consorciado. Carro bom, que chega a impressionar as menininhas.Porém, o próprio Carlos já não pode ser encarado assim; não que ele seja horrível, enojante, detestável. Não! Longe disso. Carlos é muito boa-praça.

O mais engraçado e simpático dos técnicos de sua empresa. E olha que por lá trabalham 29 pessoas.Enfim, embora o interior seja de primeiríssima qualidade, o exterior deixa um pouco a desejar. Carlos é o típico homem de quase meia idade relaxado. Usa os mesmos óculos de aros quadrados há quase 20 anos – dá pra notar as marcas dos óculos em seu nariz, quando ele os tira; os poucos cabelos que ainda insistem em ficar em sua cabeça, estão sempre além do corte e totalmente despenteados; e suas roupas são uma verdadeira armadilha. Resumindo: se houvesse um concurso para eleger o homem que mais se parece com um dono de Sex Shop, Carlos se sagraria campeão por três – ou mais – vezes seguidas.Bem, mas embora nosso amigo tenha todos esses “adjetivos”, essa noite ele conseguiu um encontro.É claro que para não fazer muito feio, pediu à secretária da empresa que o ajudasse a escolher um terno novo. Até cortou o cabelo. Um pouco, pelo menos.Carlos encosta seu carro em frente à casa de sua “acompanhante”; pega o buquê de rosas brancas no banco de passageiros; abre a porta do carro; em seguida, o portão da casa da moça; sobe as escadas e, enfim, toca a campainha.Seu nervosismo é tamanho, que ele resolve se virar para não ficar mais ansioso ainda.De repente, uma aveludada e firme voz quebra o estado de ebulição de Carlos:- Bem... – diz a moça – essas flores são pra mim?Ele se vira rapidamente, tentando – como se pudesse – imitar uma tartaruga e se aprofundar dentro do casco; fica multicolorido; sua voz sai fina, rouca, quase que não sai; seu corpo começa a expelir vapor pelo colarinho da camisa, como uma imensa panela de pressão. Então, finalmente, vem a resposta:- Sim.. aham! (pigarreia) ...sim! - e ainda arrisca um gracejo, enquanto entrega as flores – E não apenas as flores, mas o mundo eu te daria, se você permitisse.Ela encosta as pontas dos dedos em suas mãos e ele sente a gravata ganhar vida e esticar, formando um ângulo de 90º, como aquele falecido comediante da Praça É Nossa, o “Cocada”.- Hmm... vou pensar – ela diz. E charmosamente, saboreando o aroma das flores, ela dispara um olhar de mandar um quarteirão inteiro pelos ares e emenda: - Vou pô-las n’agua. Depois... sou toda sua!A garota se vira e seu perfume invade a alma de Carlos. Seus olhos não conseguem fugir daquele corpo escultural; maravilhoso, perfeito.“Mal posso esperar”, ele pensa.Já no carro, ela se arruma e lhe pergunta aonde eles vão, pondo a mão em sua coxa – quase na virilha. As lentes dos óculos de Carlos quase quebram nessa hora, mas ele consegue se controlar e diz que pensou em levá-la a um restaurante mais reservado e depois, poderiam ir numa boate. Ela aperta a mão na coxa de Carlos e responde:- Ótima idéia, gatão!“Gatão”, ele pensa. “Acho que nem minha mãe jamais me chamou de ‘Gatão’”.E vão.

No som do carro, rola um “Dois Rios”, do Skank.No restaurante – o mais caro da região, mas como a secretária da empresa o convenceu de que “é o melhor” e “toda mulher merece o melhor”, valor algum faria diferença para Carlos naquele momento.Jael - a lindíssima garota – sorridente, diz:- Meu Deus, Carlos. Esse lugar é lindo!- É o melhor – ele responde com firmeza – e você merece o melhor sempre, minha querida.Jael sorri. Então recolhe o sorriso e abre um pouquinho o coração:- Eu gostaria muito de te agradecer por esse jantar...- Imagina! – Ele interrompe.- Não, é verdade! – Ela insiste – Sei que nós ainda mal nos conhecemos, mas eu realmente precisava sair um pouco daquela casa e me divertir. As coisas não andam nada bem.Carlos tenta ajudar: - Problemas..?- Alguns... – diz, Jael – Errr, você sabe que meu pai abandonou minha mãe e a mim para viver com outra, não?- Eu sei, sim.- Pois é. Depois que ele se foi, nosso mundo desabou. Minha mãe não conseguia dar conta sozinha das despesas e eu, que lutava para me formar em Literatura, fui obrigada a abandonar a faculdade e arranjar um emprego.- Meu Deus! – Carlos se surpreende – Mas o seu pai não arcou com as obrigações de pai e marido?- Não. Ele nunca mais voltou nem pra ver se estávamos vivas! – ela continua com lágrimas nos olhos – Mas isso ainda não é o pior. Minha mãe não estava conseguindo suportar a solidão. Afinal, eram quase 25 anos de casamento e antes de se casar com meu pai, ela jamais havia se envolvido com alguém. Mas, numa decisão totalmente descerebrada, ela resolveu se relacionar com um cara.- Eles começaram a namorar... – tenta concluir Carlos.- De início, não. De início era apenas um flerte. Ele vendia seguros. Mas havia algo naquele homem que enfeitiçava minha mãe. Ela só pensava nele. Tudo era relacionado a ele. Ninguém mais existia pra ela. Nem eu, nem o emprego, nem as contas. Apenas ele.Até que ela o levou para dentro de casa. Eu, obviamente, fui contra! Ela chegou a me dar ouvidos, a pensar no que estava fazendo, chegou a balançar, entende? Mas, quando ele aparecia e abria aquele sorriso de mármore, eu já havia concluído que era voto vencido.E assim foi por algum tempo. Até que, num belo dia, eu cheguei do trabalho e ouvi minha mãe chorando. Fui até ao quarto dela e facilmente conclui o que havia acontecido.- O quê? – Insiste Carlos. – O que havia acontecido?- Ele se foi – Jael tenta segurar as lágrimas – Ele a abandonou e levou todas as nossas finanças com ele. – Jael então desmorona.Consternado, Carlos põe sua mão por cima da dela e, paternalmente, diz: - Calma, Jael. Fique tranqüila! Essa não é uma noite de tristeza e sim de alegria. Você tem um sorriso tão lindo! Não deveria escondê-lo nunca.Jael sorri, em meio às lágrimas.E nesse clima o jantar é saboreado; os olhos de Carlos buscam o corpo perfeito de Jael, que não recua e demonstra até apreciação.Depois, na boate, os dois dançam em meio à multidão. Jael, insinuante, esfrega seu corpo no de Carlos. Ela o segura; o agarra pelos cabelos; roça sua perna em volta do corpo dele. Carlos, por sua vez, apenas tenta acompanhar.Jael o beija. E beija de novo; e de novo; e de novo. E, finalmente diz:- Oh, Gatão, você está sendo tão maravilhoso comigo esta noite. Eu quero retribuir toda essa satisfação!Então, no carro, Carlos mal consegue dirigir. Seus olhos estão disparando rajadas subatômicas; sua boca fica com excesso de fluído e ele quase chega a babar; suas mãos seguram o volante com tanta força que parece que vão arrancá-lo do lugar; seus cabelos estão todos em pé; os dedos dos pés ficam esticados, quase furando os sapatos.E Jael continua o sexo oral.No motel, Jael joga Carlos na cama, como se ele fosse um pacote de laranjas. Ela pula no colo dele e o beija. Abre sua camisa com violência, arrancando os botões e morde seu peito peludo. Carlos grita como um porco.Ele reage! Tira o vestido dela e mama em seus seios; depois tira a calcinha da moça. Ela arranca a calça dele e o abraça passando as pernas ao redor do corpo dele.

Os dois, que estavam meio que na ponta da cama, caem no chão, se “engatando” no ar. Eles transam um sexo grotesco e animal. Mais tarde, o carro de Carlos pára em frente à casa de Jael. Ela desce, dá a volta no carro e tasca um último beijo pela janela mesmo.Ela passa pelo portão e chega até à porta. Só então, Carlos se vai. Jael ainda dá um “tchauzinho”, toda sorridente.Quando Carlos sai, Jael se vira e entra em casa. Seu sorriso desaparece por completo, dando lugar a uma carranca sem tamanho.Sua mãe, que a aguardava ansiosamente, pergunta: - E então, filha? Divertiu-se?Jael olha bem nos olhos da mãe e responde: - Mãe... eu acho bom o senhora começar a criar o hábito de pagar suas contas em dinheiro, porque mais uma ou duas noites com um cara como aquele e eu poderei adotar permanentemente a alcunha de “Fodida e Mal-Paga”.Jael, então, vai para o quarto, deixando a mãe sozinha na sala. A mãe pensa por um instante e então dispara:- E ele, filha? Entregou a nota quitada?!



FIM
Vagner Francisco é desenhista e roteirista. Criador do personagem Val.
Para conhecerem mais trabalhos do cara, é só acessar