20 de janeiro de 2009

O BOM E VELHO CINEMA DE SACANAGEM parte 1

CINEMA BOCA DO LIXO

Sempre gostei de cinema e de qualquer gênero de cinema. Durante um bom período na minha fase pré-adolescência, quando ainda morava em São Vicente, litoral de São Paulo, freqüentava uns cinemas na região central, sempre aos sábados à noite aonde puder ver muita coisa boa, hoje, clássicos do cinema, como “Exorcista” (uma semana sem dormir, óbvio!), “Aeroporto 1975”, “Inferno na Torre”, “Terremoto” (aquela época o cinema Holywoodiano adorava uma catástrofe... bem, pensando bem até hoje gosta!), muitos filmes de Kung-Fu e western-spaghetti do Trinity... quem tem menos de 40, não vai nem sequer saber quem era esse último. E nessa onde e com uma muito bem feita carteirinha de cinema falsificada, assisti muitos filmes nacionais, da era da pornochanchada. Muita coisa mesmo, creiam.
Nessa boa quantidade de filmes nacionais do qual a boa parte não me recordo os títulos, havia uma tremenda dose de erotismo, um tanto quanto ingênuo se comparado com muita coisa que vemos em nossas tv’s hoje em dia, mas, claro, embalou as fantasias masturbatórias desse vosso escriba durante algum tempo. Atrizes como Matilde Mastrangi, Helena Ramos, Zilda Mayo, Aldine Muller, fizeram a festa no imaginário da rapaziada.







Sandra Barsotti foi a primeira atriz de pronochachada o qual vi nua no cinema. Uma deliciosa memória. Lembro-me de ver o trailer do referido filme (o qual faz parte dos que não me recordo o nome) e ter ficado completamente alucinado ao ver o belo par de seios da atriz... apenas um par de seios... trinta e poucos anos atrás, caro amigo, a história era outra.
Óbvio que os roteiros eram qualquer coisa maluca e o que mais valia eram a mulherada pelada. Beirando o cinema sexplotation americano, o trash.
Daí a diversão também com esse gênero de cinema que foi batizado como “Boca do Lixo”.
Curiosamente, muitos anos depois, já um homenzinho formado, trabalhei com o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão, adaptando alguns de seus filmes para quadrinhos. Mojica, um diretor também ligado a tal Boca do Lixo do cinema brasileiro. Foi nesse período então que pude conhecer através dele alguns diretores daquele período. Muito bacana. Coisa de quem curtiu
muito aquele período.

Claro, como já disse antes, muita coisa daquela época e desses filmes, está na Tianinha.

15 de janeiro de 2009


Umas das coisas mais fundamentais da Tianinha, é a
possibilidade dela existir e ser qualquer uma...
qualquer beleza que podemos cruzar a qualquer
instante nas ruas...

Arrebatando nosso coração
e tudo mais...