26 de abril de 2008

-ôôô, NÃO FAZ ASSIM, LOIRA!!!!

21 de abril de 2008

GERSON, UM PROFESSOR DO TRAÇO

O professor Gerson é um tremendo ilustrador. Um tremendo desenhista. Pude conhecer seus trabalhos inicialmente aqui no seu espaço do Terra, onde mostra suas versões de personagens das hq’s nacionais, e nesse entrou a nossa Tianinha.
Gerson que é de Santa Catarina, fez essa sua versão da loirona já há algum tempo e inclusive chegou a posta-la em seu fotologue. Mas vale dar um repeteco nessa beleza de fanart .

Quem quiser ver outros trabalhos desse cara é só dar uma conferida na página dele aqui no Terra :

http://fotolog.terra.com.br/gerson

Ainda na net, há trabalhos do Gerson ilustrando os textos do Leonardo Santana em sua coluna no site Bigorna e na secção Charges do Portal de Notícias “O caçador”

http://www.cacador.net/portal/Charges.aspx

16 de abril de 2008

CHOVE CHUVA, CHOVE SEM PARAR!!!!

Acho que em todos esses anos desenhando as aventuras da Tianinha, nunca fiz uma situação sequer em que procurasse refletir alguma bronca, queixa pessoal. Sim, pois a personagem caminha, digamos assim por um outro lado. Então, por mais que uma ou outra vez, o inevitável aconteça, ou seja, o criador pesar sua mão sobre a personagem e conseqüentemente sobre a história de sua criação vivida, sempre ponderei muito com a Tianinha, pois a personagem tem seu perfil e modo de ser. Papo doido?? Não...
Bem, mas desde que resolvi partir para escrever as histórias dela também, achei que seria viável mudar aos poucos algumas coisas na linha de suas histórias. Algo me incomodava, confesso a vocês, o certo excesso de futilidade que a personagem muitas vezes passou. Nada contra mas também não é minha intenção tornar a “loura mais safada dos quadrinhos” como a turma diz por aí na Simone de Beauvoir das hq’s. Jamais. Uma vez safada, sempre safada.

Porém, quando foi então chegada à hora de enfim escrever a primeira história dela, resolvi colocar a loirona em uma situação drástica que vivi muitas vezes e quem, como eu, mora em São Paulo (embora situações como essa abrangem o país todo, o planeta!) : a das chuvas torrenciais, intermináveis e calamitosas. Meio que um desabafo. Meio que literalmente lavar a alma de um “bode” que eu (e muita gente como disse) vivi muito. E justamente nessa situação de chuva torrencial é que encontramos a nossa loirona safada na edição de abril, a de número 93 da revista “Total”, na história “Toda molhadinha... de chuva”.

A história mostra Tianinha completamente isolada em um ponto de ônibus no meio de uma enchente causada por uma chuva torrencial, sem ter para onde fugir, a loirona (sem perder o charme) espera alguém que possa socorre-la. E é nesse exato momento que surge um perueiro e seu ajudante dispostos a ajuda-la. Tudo muito bem, se os perueiros não estivem a trabalho para uma velha conhecida nossa e da loirona : Mel Portugal, que é claro, tenta a todo custo deixar Tianinha debaixo da chuva.

Não preciso dizer que no final das contas, é claro, a loirona se sai bem
e bem aquecida. Mas o negócio é conferir, rapaziada.

Toda molhadinha ... de chuva” tem roteiro e desenhos desse vosso escriba e arte-final e cores do Omar.
E a loira tá nas bancas esperando vocês!!!!!

14 de abril de 2008

O ADEUS DAS GATAS DEBI E MÔNICA (final)


... continuando...
Um dos fatores que ajudou muito no na produção da série das hq’s da Debi e Mônica foi o fato de ter sido chamado pelo editor da revista, um velho conhecido meu com que já tive oportunidade de trabalhar várias vezes antes, o que proporcionou uma total liberdade de criação, dentro é claro, da proposta da revista. Durante esses dois anos e pouco, pude criar uma série de personagens, além das protagonistas, que tiveram um bom peso aonde por muitas vezes chegaram a protagonizar suas próprias aventuras : Dra. Ravena, uma gata loira, médica do hospital e devido a um “trauma” com um cara, ficou obcecada por homens de pés grandes ; Lourdes Rosalinda, mercenária/ladra e uma perita em disfarces ; dr. Don Galan, médico e diretor do Hospital “Santo Zéfiro”, não possui a mão direita, em seu lugar existe uma peça elétrica onde pode encaixar algumas “peças” que se adequam ao momento; Estagiária Linley, uma aspirante a enfermeira e adepta de sexo barra pesada; Mifode, um japonês gordo, motorista da ambulância do hospital e amigão das gatas protagonistas; Dra. Alameda, médica cubana e vice-diretora do hospital; dr. Foxx Fodder, agente especial e perito em casos bizarros, só ele consegue encontrar a vilã Lourdes Rosalinda, através do sutil cheiro de sua .... vocês entenderam ; delegado Richardson Franciscone, até mesmoa a Belinda (que teve uma revista própria lançada em 2006) vez ou outra apareceu em algumas histórias, como amiga da Mônica e prima da Debi e por fim a misteriosa justiceira mascarada “Gostosa pra Caralho”. Todo esse elenco protagonizou 28 histórias ao longo, como disse, desses dois anos e meio de série, sendo que provavelmente o melhor momento foi o longo arco de histórias, que decorreu quase durante um ano, do roubo do Gel Viagra, que motivou a prisão da enfermeira Mônica, acusada de ser a ladra (mas na verdade a verdadeira ladra foi a mercenária Lourdes Rosalinda que se fez passar por ela) e que motviou também o melhor desenvolvimento de todos esses personagens. Curiosamente, repetindo, a última hq produzida terminava com a briga, o rompimento das duas amigas. Com esse brusco término da série. Fechou-se de uma maneira curiosa, porém, coisas do destino de personagens. Porém, confesso a vocês que o saldo dessa série é mais que positivo, manter uma série de quadrinhos eróticos em uma publicação durante 27 edições (28, contando um número zero) é uma vitória e conseqüentemente, não quero deixar aqui um tom triste, choroso, pelo termino das hq’s da Debi e Mônica . Nada disso. Primeiro por que não é a minha cara e segundo que foi cumprido seu tempo. Vai deixar saudades, claro. Porém, teve seu momento.
Não sei se voltarei a trabalhar com essas personagens. Mesmo que ambas tenho tido um final de série mostrando um rompimento, era o que tinha que ser contado e foi muito divertido. Bom, pelo menos para nós (eu e o Omar) produzir suas hq’s.
E agora, vamos adiante. Enfim, eu só posso agradecer a Debi e Mônica e toda a rapaziada do Hospital “Santo Zéfiro”.

5 de abril de 2008

O ADEUS DE DEBI E MÔNICA (parte 1)






Algumas coisas são curiosas...


Na postagem aqui, da página da Tianinha do dia 02 de Fevereiro último eu comentava sobre a hq “Nasce uma estrela” da série das personagens Debi e Mônica que vinha sendo então publicada na revista “Sexo & Êxtase” pela Editora Gênero, editora esta ligada ao grupo da Editora Escala. Curioso eu digo, que nesta história em questão, mostra uma briga entre as duas enfermeiras e grandes amigas motivada pela saída da loira Debi do hospital “Santo Zéfiro” em que ambas trabalhavam. A saída é motivada pelo convite de um grupo de axé para que a loira fizesse parte como dançarina. Debi, que tinha sonhos de uma “carreira artística” resolve se lançar nessa aventura, mas sua amiga Mônica não acreditando no potencial da história toda tenta convence-la do contrário. Daí o rompimento da amizade. Aí o final dessa história.

Inicialmente esta hq abriria um leque de histórias que contaria a vida das duas protagonistas vivendo cada uma dentro de suas novas vidas, ou seja, a Mônica continuaria sua vida no hospital convivendo com os outros personagens secundários e Debi, teria novas histórias convivendo com novos personagens e novas situações. Se as duas voltariam a ser amigas isso só o tempo e o ritmo das histórias diria.

Mas como disse, algumas coisas são curiosas, desde meados do ano passado alguns problemas vinham ocorrendo com a produção da revista, tanto
de ordem financeira como no ritmo de publicação, a revista deixou de ser mensal e passou a bimensal. Isso, fora pagamentos atrasados, motivou um certo “esfriamento” de minha parte na criação das histórias. Porém o tesão de produzi-las ainda falava mais alto.
Mas por que o “tesão” de produzir um quadrinho pornô?
Sim, porque diferente das hq’s da Tianinha, onde não há sexo explícito e em algumas histórias publicadas nem cenas eróticas aconteceram, na série da Debie Mônica a coisa sim caia no sexo explícito e muitas vezes hardcore, mostrando às vezes feitiches os mais malucos possíveis. E foi nesse ponto a partir da primeira história publicada na primeira edição da revista que eu achei a tônica que essa série teria : as histórias das duas gatas enfermeiras seriam recheada de situações que se entrelaçavam, com diálogos às vezes sem nexo, personagens engraçados, bizarros, enfim, dentro da medida do possível, levar ao máximo as possibilidades que eu poderia fazer em uma hq erótica sem prevalecer tanto as cenas de sexo em si, mas todo o universo que girava em volta das protagonistas.

Bom, pessoal...
eu continuo na próxima a falar da série Debi e Mônica...